domingo, 18 de abril de 2010

Conceito de Trabalho para Marx e Locke

Conceito Ontológico de Trabalho

O trabalho é a ação intencional do homem; isto é; um ato de vontade sobre a natureza para suprir suas necessidades. Com isso, entende-se que os demais animais não trabalham, pois não realizam suas atividades para atender o que necessitam conscientemente, como os homens fazem. O trabalho é uma atividade especificamente do homem. E este, ao agir sobre a natureza é capaz de modificá-la e ao transformá-la, ele próprio se modifica, porque o trabalho possui carater transformador e humanizador. O homem se faz homem, junto com outros da mesma espécie pelo e no trabalho.


Conceito de Trabalho segundo John Locke


Para explicar o conceito de trabalho para John Locke, faz-se necessário recorremos a um dos princípios do liberalismo: propriedade privada.
Se partimos do princípio que o homem é proprietário nato e que sua primeira propriedade é a sua própria pessoa e as ações da mesma, Locke estende essa idéia para as coisas que são produzidas pelo homem. Pelo trabalho, adiciona-se algo ao que pré-existia naturalmente, e isto exclui o objeto do direito comum a todos os homens. Resumindo em outras palavras, o trabalho é o meio, ou seja, é aquilo que possibilita o homem se apropriar das coisas, como por exemplo a terra, os frutos que ela lhe fornece, excluindo o direito dos outros homens sobre aquilo que antes estava dado no mundo como comum a todos.

Estudos de Educação, Trabalho e Produção do Conhecimento





Locke foi filósofo do século XVII que organizou em seus manuscritos, as mudanças politicas, econômicas e sociais que estavam ocorrendo naqueles tempos. Locke desenvolveu os cinco princípios do liberalismo, na sua obra SEGUNDO TRATADO DE GOVERNO. O liberalismo é a doutrina que explica o sistema capitalista que estava surgindo naquela época e que também pode ser aplicado nos dias atuais.




O princípio da liberdade considera que todos os indivíduos nascem livres. Todos os homens possuem liberdade politica, econômica, intelectual e religiosa.
Usa-se esse principio para combater os privilégios conferidos a certos indivíduos em virtude de seu credo ou nascimento. Todos são livres para lutar por uma posição social mais vantajosa, em virtude dos seus talentos e aptidões próprios, como dito anteriormente.



O princípio do individualismo considera o individuo como sujeito que possui aptidões e talentos próprios, atualizadas ou em potencial, que devem ser respeitados. Com isso entende-se que os indivíduos ao nascerem são diferentes por natureza e são essas diferenças que determinarão o lugar dos indivíduos na sociedade, em virtude dos seus talentos e aptidões.





O princípio da propriedade privada consiste na afirmação de que todos os homens são proprietários natos. Todos os homens são donos do seu próprio corpo, de sua própria pessoa. Porém, os indivíduos somente se tornam proprietários das coisas que estão dadas no mundo, se o sujeito exercer o seu esforço, o seu trabalho em algo, mesmo que este algo seja comum a todos os homens. O trabalho, a ação do homem sobre algo, é o meio; ou seja; é o que possibilita ao homem tornar-se proprietário.



O princípio da Igualdade explica que se os homens são diferentes por natureza, não podem ser iguais em riquezas. Sendo assim, a igualdada no liberalismo somente existe perante à lei. Todos os homens têm por lei, direito à vida, à liberdade, à propriedade e à proteção das leis. Todos tem o direito de lutar por uma lugar social mais vantajoso, como dito antes, sem sofrer nenhum tipo de discriminação.






O princípio da democracia consiste no direito de todos os homens participarem do governo, através de de representantes de sua própria escolha.




sábado, 27 de junho de 2009

Estudos de Sociologia (Seminário p/ Prof° Dácio Lobo)

Introdução -> Gláucia

A Análise Sociológica da Educação Contemporânea

Alberto Tosi Rodrigues


O texto tem como objetivo desmistificar a utilidade da sociologia no momento de tomar como objeto de investigação a educação. E para explicar como se dá esta utilidade da sociologia, o autor faz duas perguntas, para problematizar o que tem por objetivo: O que singulariza uma análise tipicamente sociológica? Em que medida uma análise de um problema educacional qualquer pode ser considerada sociológica? O autor afirma que a resposta é importante, para que nós possamos entender como se faz uma sociologia da educação.
Como sabemos a sociologia, como qualquer outra ciência, possui seus métodos e técnicas específicos para pesquisa, assim como a educação possui suas peculiaridades;porém o que interessa ao autor, é a “conexão”, a “ponte” que a sociologia é capaz de fazer entre o objeto especifico (educação/escola) e a sociedade em geral. Como se dá essa construção , quais são os procedimentos das conexões entre problemas sociais específicos (problemas educacionais) e o funcionamento geral da sociedade? Peguemos um exemplo, de uma reforma politica que tenha ocorrido numa escola. Ora, para que tenha acontecido, se houve necessidade de uma reforma politica dentro da escola, é porque algo está acontecendo, naquele dado momento, na sociedade, portanto fora da escola; e o objetivo da mesma é sanar, ou pelo menos tentar resolver aquilo que esta acontecendo de na sociedade, naquele momento. As duas esferas (escola e sociedade) andam entrelaçadas. As coisas quando ocorrem numa instituição social, ocorrem porque há uma demanda da sociedade.
Sendo assim, no que as estruturas, os sujeitos, o sistema capitalista, a sociedade em geral, a economia, a politica e de fato a educação interferem nesta investigação, nesta conexão entre o geral e o específico? Enfim, como acontece o link entre a sociedade, tendo em vista que esta é composta por instituições, que por sua vez dependem da relação que há entre os indivíduos, e o objeto especifico, no caso, a escola, sendo esta uma das instituições da sociedade, e que ajuda a reproduzir indivíduos para a mesma? Estas serão as questões que o grupo responderá no decorrer do trabalho...


By Gláucia L. D. Bispo


Estruturas, sujeitos e processos (Taila)


A questão central da sociologia é a de identificar qual é o peso que tem sobre as relações sociais da vida cotidianas estruturas sociais já estabelecidas, ou seja, já institucionalizadas. Procura saber até onde (ou medida) um determinado fenômeno social é resultante do modo atual pelo qual as instituições sociais já estabelecidas estão organizadas, ou é resultante das ações inovadoras de sujeitos sociais interessados em modificar o funcionamento dessa instituição.
Mas precisa levar em consideração a autoridade e legitimidade, ao mesmo tempo também o modo como as disputas por sua mudança ou por sua continuidade se dão entre diferentes sujeitos (grupos, classes, etc.) que atuam na visa social. Os processos sociais gerais são os resultados da interação entre os sujeitos e as estruturas.
O sociólogo precisa ter sempre um olhar voltado para as estruturas, ou seja, aquilo que está estabelecido e outro olhar voltado também para os processos que são aquilo que esta em mudança. A permanência e as mudanças são resultados da tensão em que sempre existe entre o peso das instituições e a capacidade de ação dos sujeitos. Pois as praticas dos sujeitos estarão orientadas para manter ou mudar os conteúdos das estruturas.
Por exemplo: basta pensar no modo como as sociedades se organizam em termos de classes sociais, se pensarmos em classes de modo pelo qual indivíduos se relacionam vigente de produção de mercadoria (versão de Marx) ou como no modo pelo qual estão distribuídas as possibilidades de acesso ao consumidor de bens ( versão de weber). Então podemos perceber que as sociedades possuem uma estrutura de classes, assim as classes em desvantagens econômicas ( seja na esfera da produção ou na do consumo) façam ações visando a mudança dessa estrutura e já as classes em vantagem ajam objetivando sua manutenção. Podemos usar também como exemplo, as estruturas políticas, jurídicas, ideológica, etc. As leis, o modo de pensar e as crenças também são estruturas som um determinado perfil.
A esfera social compreendida pela política e tem uma grande importância, pois e nela que são tomadas as decisões obrigatórias, isto é, aquelas decisões que devem ser obedecidas por todos os membros da sociedade, independente de sua vontade e se não forem obedecidas podem possibilitar as punições ( sanções negativas) aos desobedientes.
O Estado Nacional, a União Européia e a ALCA são contemporaneamente estruturas supra- estatais, é um meio privilegiado para observar as estruturas e os processos pelos quais essas estruturas a transformam.
A sociologia nasceu junto com o capitalismo, tendo como interesse produtivo compreender a sociedade industrial moderna. De lá para cá, o capital e o Estado vêm se articulando, expandindo e modificando diferentemente em todas as partes do mundo. Assim a análise sociológica evolui se espelhando nessas mudanças.

By Taila Pereira



Capitalismo, Estado e Sociologia (Ana Cristina e Samara)



Não temos como pensar na educação hoje, do ponto de vista sociológico, sem nos remeter a fase do capitalismo nos dias atuais.
No texto, o autor começa falando do capitalismo concorrencial, fazendo uma referência ao economista Adam Smith, onde o mesmo alega que o comercio, logo a troca de mercadorias, é capaz de sobreviver sozinho, sem ajuda do Estado, regido por uma “mão invisível” como o próprio economista fala. Um espécie de grande reunião impessoal em que todos os anônimos participantes contribuem com o bem comum e cada um fica com a parte da riqueza social que fato deveria-lhe caber. É a época do liberalismo econômico, do livre mercado,do famoso laissez-faire.
Ao longo do seculo XIX, o capitalismo passou por uma serie de crises, culminando na crise de 1929, que ocorreu pela queda da Bolsa de Valores de Nova York e pela superprodução de mercadorias. O mercado auto-ajustável, que equilibraria oferta e demanda, não funcionou, e como consequência deflagrou-se uma crise responsável pelo desemprego de milhões de pessoas e pela miséria que se espalhou dos EUA para todo o mundo.
Mas já antes disso, desde o inicio do século XX, originou-se uma nova fase do capitalismo, o capitalismo monopolista. O suposto equilíbrio entre as empresas capitalistas, Estado e mercado, rompeu -se pela hipertrofia das empresas, que impuseram seus interesses ao mercado diante da falta de iniciativa econômica do Estado.
Após a queda de 1929, por inspirações do economista inglês Keynes, e por obra das politicas postas em prática pelo governo de Roosevelt, nos EUA durante o New Deal (uma reação a crise de 1930), o Estado passou a intervir na economia e a controlar as irracionalidades do mercado.
Após a Segunda Guerra Mundial, foma-se um novo ciclo do capitalismo, que foi pela reconstrução da Europa e do Japão, através do Plano Marshal (baseou-se na produção e no consumo de massa, nas novas técnicas de organização do trabalho e da produção nas fábricas) e “Keynesianismo” (regulação estatal da economia capitalista). Com a expansão econômica nas décadas de 50 e 60, foi o período próspero do capitalismo em escala mundial, e devido a força adquirida pelo movimento operário e pelos novos movimentos sociais surgi então, os direitos sociais. Foi o momento do chamado capitalismo organizado, em que o Estado assumiu o papel central no controle e redistribuição dos lucros das empresas e na regulamentação do Estado. Por conta disso, configurou-se um “Estado de bem-estar social” (oferecer educação, saúde, segurança gratuitamente), o Welfare State. E foi neste momento também, que estruturou-se um bloco dos países socialistas, com a União Soviética e a China como principais representantes.
Em 1970, ocorre uma outra crise do capitalismo, desta vez com relação ao petróleo, que elevaram imensamente os preços do barril no mercado internacional e desequilibraram os preços de vários setores econômicos, gerando ondas inflacionarias nos países desenvolvidos. Com isso, o Estado teve dificuldades financeiras de arcar com os compromissos sociais que o mesmo se propusera a cumprir. Sendo assim, como fornecer educação, saúde e outras politicas de bem-estar social, sem os recursos financeiros que tinha quando assumiu tal compromisso?
Diante de tal situação, com base em idéias liberais e no que defendia o economista austríaco Ludwing Von Hayek desde os anos 1940. Essas ideias pregavam que o único modo de sair da crise, seria cortar os beneficios sociais que estavam extorquindo o Estado, e também seria necessário um “ajuste” na economia, e para que este ajuste ocorresse, o Estado não deveria assumir tantas funções econômicas e sendo recomendável um processo de privatização das empresas sob controle estatal. Esse conjunto de idéias foram colocados pela primeira vez em prática, no Chile em 1970, sob a ditadura de Pinochet, e depois fora se espalhando no Primeiro Mundo. Era uma nova fase do capitalismo , o chamado neoliberalismo, onde a sua proposta é dar ao mercado a primazia sobre o Estado.
É evidente que as pessoas que lutaram pelo Estado de bem-estar não sumiram de uma hora para outra e nem aceitariam a fragmentação, o desmonte do Estado, que os conservadores pretendem fazer. Os sujeitos sociais cujos interesses se vinculam ao Estado de bem-estar pretendem preservar suas estruturas básicas, enquanto que aqueles sujeitos interessados na “liberdade”de mercado e na desregulamentação pretendem transformar essas estruturas.


By Gláucia L. D. Bispo


Sociedade, economia, política e educação (Samara)

Dentro do que foi falado, concluímos que não há como compreender os debates e conflitos sociais que envolvem a educação contemporânea sem levar em conta a economia e o Estado capitalista, assim como não há como entender a escola e o ensino atuais sem entender o confronto hoje colocados entre os interesses privados e a regulamentação do Estado.
Sendo assim, a contribuição que a sociologia pode dar ao estudo dos fenômenos educacionais é, confrontá-los com os mundos econômico, politico e cultural em meio dos quais ocorrem. A sociologia ensina que as coisas acontecem por acontecer. Tudo aquilo que aprendemos, as idéias, os valores e que depois serão passadas para os nossos filhos, alunos, são construídos no cotidiano de relações e interações. São invenções do Homem, são meramente construções sociais. E são sempre resultado dos conflitos e dos consensos que são estabelecidos na sociedade, consequência de relação de poder e da violência, seja ela física ou simbólica que alguns grupos ou classes são capazes de exercer sobre outros.
O conteúdo que é dado, que é ensinado nas relações educacionais, são fruto da luta cotidiano por interesses econômicos e por poder. O próprio método pedagógico com o qual se ensinam os conteúdos de uma determinada cultura, há numa análise sociológica, um viés ideológico. Os grupos/classes dominantes procuram sempre fazer com que as idéias, os valores, costumes sejam transmitidos para todos, de acordo com o que convém a eles, ou senão, seus próprios valores e idéias. As próprias práticas educacionais estão sujeitas ao conflito ideológico vigente numa dada sociedade.
Portanto, parte-se de uma analise estrutural, relacionando a educação ao processo de reestruturação do capitalismo, empreendido pela ideologia e pelas praticas neoliberais. Nesse processo podemos observar as relações de conflitos que existem entre os diferentes sujeitos sociais e suas implicações em termos de classe, raça e gênero que tais mudanças têm. E no meio deste conflito há a tentativa neoliberal de encaminhar a educação para o mercado privado, que se confronta com outras forças e iniciativas sociais alternativas. A sociologia tem uma outra atribuição importante, pois ela consegue perceber e entender as opiniões e posições politicas dos sujeitos como construídas a partir das identidades coletivas e organizadas no seio da sociedade civil. A sociologia consegue pensar sobre os limites entre os espaços público e privado, e identifica o contraponto entre a educação progressista e conservadora, enfim, faz sociologia da educação, entendendo e encontrando quais os caminhos, as razões das coisas que acontecem tanto no objeto especifico (educação/escola) quando no funcionamento da sociedade em geral.


By Gláucia L. D. Bispo

sábado, 27 de dezembro de 2008

English Studies



My favorite restaurant is Coliseu. There is one in Praça Quinze district. No one believe in me, but I went there. This restaurant is specialist in Italian food. They prepare many kind of pasta, like pizza, lasanha and others. It´s delicious!
This restaurant´s price is the best. It isn´t expensive. All we can eat for just R$ 13,99; however you pay the beverages , because this one isn´t inclued at the mainly price. I went there one time, but I loved it. Coliseu becames my favorite place to eat.
When I went there, my boyfriend showed me the place and we ate every kind of pasta. I hope to go there more times, because now I´m working and I can invite some friends and special people for me or, sure, celebrate good situations.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Estudos de Filosofia!



O liberalismo de Hobbes


O problema central do liberalismo, se encontra na maneira como conciliar a liberdade e os direitos individuais, concebidos como inerentes à natureza humana, com a vida em sociedade.
Thomas Hobbes, acredita que o homem ao nascer, é um ser livre, porém inevitavelmente, este também é um ser cultural, o que significa dizer que este reponderá pelos valores de sua cultura.
De acordo com Hobbes, o homem em seu estado originário, é mau e criterioso, e possui uma inclinação para guerra e destruição. O Homem é o “lobo do homem”, e movido por desejos, paixões, não hesitará em matar e destruir seu semelhante.
O homem diante da ameaça de sua própria natureza, arruma uma medida, um artificio, como uma maneira de se preservar do seu extinto de guerra: a cultura.
Hobbes, afirma que o homem ao nascer é livre, porém mau e criterioso, e este arruma um artificio para se proteger da sua própria natureza, tendo esta uma inclinação para guerra. O homem com a sua vontade de sobreviver, substituiu esta vocação para destruir, esta inclinação para guerra, por um pacto, onde abriria mão de parte da sua liberdade, a um soberano (que corresponde a figura do Estado), onde este representaria as escolhas e opiniões dos indivíduos, se comprometendo a criar leis que determinam, que cuidam e executam. E o poder do soberano resulta da transferência dos direitos dos indivíduos, ao soberano, devendo este cumprir o contrato estabelecido, em defesa da vontade geral, e não de sua vontades particulares.
Para Hobbes, a passagem do estado natural do Homem, para o estado civilizatório, é construtivo, pois sem esta passagem a humanidade se exterminaria, pois foi a criação da cultura que garantiu a sobrevivência dos Homens. E mesmo sendo esta passagem construtiva ao Homem, há uma relação ambígua entre o Homem e a cultura.
Sendo a cultura a forma de garantir a sobrevivência dos homens, esta cobrará um preço alto, pois o homem deverá responder a partir dos valores da sua civilização. Ou é isso, ou a barbárie. Portanto, é uma ameaça de todos contra todos. Qualquer coisa que se fale, que se pense e que não corresponda aos valores da cultura, este que fala e que pensa, passará por situações de coerção, por não atender o que a sociedade/comunidade espera. Isso acontece, porque mesmo cedendo parte dessa natureza má, o homem ainda possuí resquícios de seu estado originário.
E a educação da época, era pautada nesta idéia, sendo o papel da educação como uma instituição social, transmitir valores morais, no sentido de reforçar os laços da cultura com os indivíduos, afim de garantir sua sobrevivência.

domingo, 30 de novembro de 2008

Estudos de Filosofia


O Liberalismo de Rousseau


O ponto de partida para a filosofia de Rousseau, é a concepção de natureza humana representada pela seguinte idéia: “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe”.
Hobbes, acreditava que o homem nasce livre, porém é mau e criterioso, assinalando sua filosofia como negativa e pessimista; e ainda, afirmava ser a cultura a maneira que o homem encontrara para sobreviver e se organizar em sociedade. Já Rousseau, acreditava justamente ao contrário, o homem nasce livre e bom, daí o famoso fragmento o “Bom selvagem”, e a cultura é que o molda, portanto fazendo o Homem ser o que ela deseja, sendo a cultura a responsável por corromper o homem.
A passagem do estado de natureza do homem para o estado civilizatório, para Rousseau, gera uma perda no homem, pois este deixa de ser quem ele é, para atender as necessidades da sociedade. Já Hobbes já pensava que esta passagem era a salvação do Homem, logo da humanidade, por esta garantir a sobrevivência dos indivíduos.
Nesta perspectiva, Rousseau pensa a possibilidade de uma “civilização ideal”, onde esta se empenharia não em restaurar, mas sim em resgatar ao máximo o estado originário do homem, sendo assim, resgatar sua bondade, sua espontaneidade, sua pureza inicial de fato.
A possibilidade acima, passa necessariamente pelo “contrato social”, obra escrita por Rousseau, onde o Homem se compromete a priorizar o bem coletivo, em detrimento de suas vontade particulares. Portanto é a vontade geral que prevalece, não é a soma das vontades dos indivíduos e sim, aquilo que beneficiará a todos, sendo este o bem comum.
Enquanto cidadão, membro de uma sociedade/comunidade, o individuo deve ter uma vontade que se caracterize pela defesa do bem coletivo. E quanto maior, for este comprometimento dos homens com o bem comum, maior será o êxito do contrato social.
E essas ideias, serviram de inspiração para a Revolução Francesa, cuja lema era “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”, para todos, e não beneficiando pequena parte da sociedade.
Neste contexto, a ética em Rousseau se encontrava em priorizar o bem coletivo, em detrimento de vontades particulares. E o papel da educação, seria despertar nos homens a consciência para vontade geral, transformando assim o individuo em cidadão, membro de
uma comunidade.

Estudos de Filosofia!


Reflexo do Humanismo no século XVIII


No mundo antigo, a fonte de inspiração, é a physis e o cosmo. Na era medival as coisas eram explicadas a partir de Deus. Já na era Moderna a fonte maior de inspiração e a explicação para coisas partirão do pro próprio homem.

A era moderna foi fortemente influenciada pelo humanismo, que valorizava não só o homem como um todo, mas também a razão humana. A partir do século XVIII, surgiram dois movimentos o Iluminismo e o Liberalismo, que absorveram o humanismo.

Baseado neste contexto, surge uma nova concepção de natureza humana, que ultrapassa questões culturais, e que passa ser uma busca pelas propriedades universais do homem. Idéias que foram importantes para o Liberalismo e o Iluminismo.

O Iluminismo não foi uma escola, este foi um movimento politico, filosófico, artístico e cultural. No contexto iluminista, acredita-seque todo homem traz consigo uma vocação em potencial para conhecer, para elucidar o mundo a sua volta.

Mesmo assim, ainda um questionamento se todo homem traz consigo essa vocação, esta inclinação para conhecer, por que algumas nações conhecem mais d que as outras? Tudo depende dos indivíduos se ocuparem em aclarar o mundo a sua volta, quanto mais determinada nação se ocupar em incentivar os indivíduos em conhecer, os fatos, a realidade a sua volta, maior será o progresso da civilização.

E a educação da época, era pautada nesta ideia, o despertar a consciência dos indivíduos para esta luz natural que o Homem traz em potencial para conhecer, para elucidar, o que há em sua volta, portanto, a função da educação está em actualizar essa propriedade universal, que o Homem traz em potencial.

Um aspecto de grande relevância para a educação da época, foi projeto da enciclopédia, que era um grande livro do saber, que continha todo saber acumulado até o século XVIII e conteúdos actualizados. Este projecto tinha a intenção de disponiblizar o acesso a Enciclopédia, para o publico em geral, partindo do principio que todo o homem capaz de ler, portanto sendo capaz de se instruir, despertará em si esta luz natural que ele traz em potencial.

Neste contexto, uma sociedade com homens cultos, dominando os princípios básicos do conhecimento técnico e cientifico, esta seria forçosamente mais livre e igualitária.

Voltando-se para a politica do liberalismo, os libarais partiam do pre-suposto de que a natureza humana é livre. E a liberdade como uma propriedade natural do homem, é um ponto de partida para os Direitos Humanos. e os representantes desta maneira de pensar foram Hobbes, Rousseau e Locke. Estes visavam conciliar os direitos individuais à liberdade e a vida em sociedade, que impõe regras, valores entre outras coisas.

Enquanto que para uns a criação da cultura foi altamente construtivo para garantir a sobrevivência a humanidade, outros dirão que esta corrompe o homem, por este ser bom em seu estado originário.


By Me