
O liberalismo de Hobbes
O problema central do liberalismo, se encontra na maneira como conciliar a liberdade e os direitos individuais, concebidos como inerentes à natureza humana, com a vida em sociedade.
Thomas Hobbes, acredita que o homem ao nascer, é um ser livre, porém inevitavelmente, este também é um ser cultural, o que significa dizer que este reponderá pelos valores de sua cultura.
De acordo com Hobbes, o homem em seu estado originário, é mau e criterioso, e possui uma inclinação para guerra e destruição. O Homem é o “lobo do homem”, e movido por desejos, paixões, não hesitará em matar e destruir seu semelhante.
O homem diante da ameaça de sua própria natureza, arruma uma medida, um artificio, como uma maneira de se preservar do seu extinto de guerra: a cultura.
Hobbes, afirma que o homem ao nascer é livre, porém mau e criterioso, e este arruma um artificio para se proteger da sua própria natureza, tendo esta uma inclinação para guerra. O homem com a sua vontade de sobreviver, substituiu esta vocação para destruir, esta inclinação para guerra, por um pacto, onde abriria mão de parte da sua liberdade, a um soberano (que corresponde a figura do Estado), onde este representaria as escolhas e opiniões dos indivíduos, se comprometendo a criar leis que determinam, que cuidam e executam. E o poder do soberano resulta da transferência dos direitos dos indivíduos, ao soberano, devendo este cumprir o contrato estabelecido, em defesa da vontade geral, e não de sua vontades particulares.
Para Hobbes, a passagem do estado natural do Homem, para o estado civilizatório, é construtivo, pois sem esta passagem a humanidade se exterminaria, pois foi a criação da cultura que garantiu a sobrevivência dos Homens. E mesmo sendo esta passagem construtiva ao Homem, há uma relação ambígua entre o Homem e a cultura.
Sendo a cultura a forma de garantir a sobrevivência dos homens, esta cobrará um preço alto, pois o homem deverá responder a partir dos valores da sua civilização. Ou é isso, ou a barbárie. Portanto, é uma ameaça de todos contra todos. Qualquer coisa que se fale, que se pense e que não corresponda aos valores da cultura, este que fala e que pensa, passará por situações de coerção, por não atender o que a sociedade/comunidade espera. Isso acontece, porque mesmo cedendo parte dessa natureza má, o homem ainda possuí resquícios de seu estado originário.
E a educação da época, era pautada nesta idéia, sendo o papel da educação como uma instituição social, transmitir valores morais, no sentido de reforçar os laços da cultura com os indivíduos, afim de garantir sua sobrevivência.

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